BEST OF
SÃO PAULO FASHION WEEK
SPRING/SUMMER
2012
Se tivesse que descrever a última edição do São Paulo Fashion Week numa só palavra, seria, sem dúvida, folclore.
A arte tribal e os ícones tropicais brasileiros desfilaram de mãos dadas com as técnicas artesanais portuguesas e o folclore popular mexicano.
O humor e o kitsch também marcaram presença em CAVELERA, TRITON e REINALDO LOURENÇO. A primeira desfilou um rol de Fridas Kahlos com interpretações contemporâneas e cool das vestes tradicionais mexicanas, o segundo, uma mescla de plumas, tucanos e flamingos, e o terceiro recortou cabeças de gatos nos decotes de algumas peças do desfile.
As formas geométricas, a elegância, a arte e os anos 60 foram incontornáveis em toda a semana da moda.
Eduardo Pombal mesclou a arte tribal de fazer cestos com estampados indígenas e formas geométricas, em mini vestidos linha A estilo anos 60. O resultado ficou fabuloso, os vestidos são to die for.
Um país tropical, cheio de cor e humor, com direito a plumas coloridas, tucanos, palmeiras e flamingos estampados, foram as propostas divertidas e kitsch q.b apresentadas pela promissora designer brasileira Karen Fuke. Na minha opinião, uma das colecções mais completas do SPFW.
Os anos de ouro de Hollywood, com todo o seu esplendor e elegância foram o mote desta colecção que aliou o humor ao sexy, sem descurar a parte couture. Os vestidos de couro bordados sobre tule a imitar diamantes lapidados, os corsets e os decotes com cabeças de gato recortadas foram, para mim, os highlights desta colecção.
As aguarelas de Rugendas e Debert foram o ponto de partida para esta brasilidade cool e sofisticada estampada pela mão da artista aristocrata Lelli de Orleans e Bragança. Mais uma vez as paisagens tropicais, araras e tucanos, as tonalidades fortes, as geometrias e os cortes anos 60 marcaram presença na passerelle Paulista. Esta foi sem dúvida uma das melhores colecções desta edição.
As técnicas artesanais portuguesas dão vida e cor a peças de corte minimal. Destaque para as tapeçarias de Arraiolos em tops, ponto cruz nos chapéus e renda croché a fazer transparências.
Silhuetas anos 40/50, aproveitamento de tecidos vintage, materiais luxuosos como sedas e bordados, tons pastel, muitos laços, corsets e detalhes vanguardistas como as costuras, bainhas e os forros expostos, foram as propostas de Herchcovitch, o mais internacional dos designers brasileiros. Uma colecção deliciosamente feminina e elegante.
Destaque para os vestidos armadura em couro creme a contrastar com cores vibrantes e os sapatos, giríssimos, com detalhe geométrico.
A moda conceptual e experimental de Kulig, brilha aqui, com originais detalhes em malha e a combinação com cores metalizadas.
O ponto cruz e outras técnicas artesanais voltam a marcar presença, criando diversas texturas e desenhos de inspiração étnica. Destaque para os maravilhosos vestidos amarelo pastel.
Uma procissão colorida de Fridas Kahlos a comemorar o dia dos mortos no México, num ambiente cheio de dançarinos zombies e lutadores encapuçados. Uma colecção muito kitsch, cool, urbana, colorida, cheia de salero mexicano sem cair no literal. Amei.
photos: vogue br
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